Saturday, December 20, 2008

TAP faz greve aos seus trabalhadores

Há raras excepções, claro!
Os trabalhadores da TAP, pelos menos o pessoal de bordo, devem ser eleitos como o grupo de colaboradores (a palavra colaboradores deixa a porta aberta para tudo) mais antipático em Portugal. Habituados a viajarem e a passarem a noite em hotéis de luxo, pagos por uma empresa que não dá lucro, esqueceram-se que estão a bordo para servir os clientes. Não se lhes pede um sorriso nos lábios, embora esse sorriso cativasse muito do mercado (e mercado precisa-se, certamente), mas, pelo menos, exige-se-lhes a simpatia de quem está ali para servir, s-e-r-v-i-r!. Os trabalhadores de bordo da TAP entregam a comida aos clientes como quem arremessa os enlatados a um grupo de prisioneiros de guerra (E a comparação não é assim tão despropositada em qualquer um dos itens que queiramos analisar. Por exemplo, querendo aproveitar-se de mais uma fila de lugares, a TAP transformou os seus aviões em gaiolas onde nem as galinhas iriam bem acondicionadas).
Nunca sou tratado com tanto desprezo como nos aviões da TAP onde os meninos bonitos, vulgo hospedeiras e - aqui muito mais pomposo - comissários de bordo, se esqueceram que são pagos para servirem e não para viajarem com bons fatos pagos pelo dinheiro daqueles que a bordo deveriam atender com todo o respeito e apreço.
Por isto e só por isto, a TAP empresa é quem tem o o direito e o dever de fazer greve aos seus colaboradores.
Em Portugal temos três grandes classes se lhes analisarmos os privilégios que a sociedade, inconscientemente, lhes reconhece: O primeiro lugar vai para os políticos - e até fico mais disposto sempre que tenho que argumentar este 1º lugar; O segundo lugar para os jogadores de futebol, pelo “iá meu tá-se bem”; e o terceiro lugar é dados às Hospedeiras e comissários de bordo da TAP pelo ego que têm nas nuvens. Os políticos pelo menos sorriem em maré de eleições e os jogadores de futebol fazem o esforço para, ainda que com erros ortográficos, darem alguns autógrafos.